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Toffoli reduz prazo da PF para depoimentos

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs uma nova restrição à atuação da Polícia Federal no caso Banco Master e decidiu, nesta sexta (16), reduzir de cinco para dois dias o prazo para a realização dos depoimentos dos investigados. Ele ainda determinou que a autoridade apresente um novo cronograma de oitivas após um pedido dos agentes.

Antes da mudança, os depoimentos estavam previstos para ocorrer entre os dias 23 e 28 de janeiro, mas Toffoli considerou que as oitivas já estavam autorizadas desde 15 de dezembro.

De acordo com a apuração publicada inicialmente pelo G1 e confirmada por fontes à Gazeta do Povo, Toffoli decidiu pela nova restrição alegando “limitação de pessoal e disponibilidade de salas” nas dependências do STF. A reportagem procurou o gabinete do ministro e a Polícia Federal para se posicionarem sobre a decisão e aguarda retorno.

  • Nova operação contra o Banco Master impulsionou assinaturas para CPI, diz autor do requerimento

Segundo fontes, já foram convocados para depor de novo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o dia 27; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master; e Luiz Antônio Bull, ex-diretor da instituição.

Já os novos alvos da operação desta semana devem ser convocados até segunda (19).  Em um primeiro momento os depoimentos ocorreriam entre o dia 25 de janeiro e a primeira semana de fevereiro, mas agora devem ocorrer ainda neste mês.

Toffoli e a Polícia Federal entraram em uma crise no final do ano passado após o ministro determinar a centralização do processo em seu gabinete. Mais recentemente, nesta semana, o magistrado expressou insatisfação com um suposto atraso no cumprimento da segunda fase da operação Compliance Zero, na última quarta (14), que mirou parentes e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Naquele dia, ele proferiu pelo menos três decisões alterando o rito de armazenamento e análise das provas, prevendo inicialmente a guarda das apreensões no próprio STF. Depois, passando à sede da Procuradoria-Geral da República (PGR) e, por fim, nomeando os quatro peritos da Polícia Federal que poderão analisar os objetos – contrariando o rito normal de andamento das investigações.

Entre os itens apreendidos estão carros de luxo, relógios, dinheiro em espécie e um revólver. Os alvos incluem o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, familiares – entre eles o cunhado do banqueiro, que teve ligação com um resort administrado por familiares de Toffoli – e empresários ligados a fundos de investimento.

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