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Confiança do empresário industrial é a pior desde o governo Dilma

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apurou o pior Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em 10 anos. Segundo a CNI, o índice, divulgado nesta quarta-feira (21), subiu 0,5 ponto em janeiro de 2026, chegando aos 48,5 pontos. Esta ligeira alta, contudo, não impediu o pior resultado para o mês em uma década.

Ainda de acordo com a entidade, a pior marca histórica do indicador ocorreu durante a recessão econômica do segundo governo Dilma Rousseff, em janeiro de 2016, quando o ICEI marcou 36,6 pontos.

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os juros altos são a principal causa da falta de confiança.

“A confiança do empresário vem baixando desde o início do ano passado, em resposta à elevação da taxa Selic, que aconteceu a partir do fim de 2024. À medida que a taxa de juros aumentou e os efeitos foram mais sentidos na atividade econômica, a falta de confiança se consolidou”, explicou.

A CNI informou que a edição de janeiro do ICEI ouviu 1.058 empresas, sendo 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes entre os dias 5 e 9 de janeiro de 2026.

Crise econômica das pedaladas

A ex-presidente perdeu o mandato em 2016 depois de atrasar repasses a bancos como forma de maquiar positivamente as contas do governo, as chamadas “pedaladas fiscais”. A manobra tinha como objetivo criar um cenário artificial de que o governo gastava menos do que arrecadava, o que era uma ficção contábil.

De acordo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2015, o governo petista não ressarcia no prazo bancos que pagavam benefícios sociais, como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida – o que caracterizaria operação de empréstimo. Somente no primeiro semestre de 2015, foram R$ 40 bilhões em repasses atrasados.

Este atraso fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe concessão de empréstimo pelos bancos públicos à União. Ainda de acordo com o TCU, a manobra levou a uma avaliação enganosa do resultado primário das contas públicas superior a R$ 10 bilhões e R$ 7 bilhões, respectivamente, entre 2013 e 2014, o que contribuiu para o cenário de incertezas de 2016.

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