back to top
InícioEconomiacombustíveis mais caros puxam inflação para 0,33% em janeiro

combustíveis mais caros puxam inflação para 0,33% em janeiro

Published on

spot_img

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de janeiro em 0,33% de acordo com dados do IBGE divulgados nesta terça (10). O índice repete o resultado de dezembro e foi impactado principalmente pela a alta dos preços dos combustíveis, especialmente da gasolina, enquanto a queda na conta de luz ajudou a segurar o índice.

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,44%, acima do centro da meta de 3%, e superior aos 0,16% registrados em janeiro do ano passado.

Segundo o IBGE, o grupo de Transportes subiu 0,6% e teve o maior impacto no IPCA de janeiro, puxado pela alta de 2,14% nos combustíveis. A gasolina avançou 2,06% e respondeu sozinha por 0,1 ponto percentual do índice, enquanto etanol, diesel e gás veicular também ficaram mais caros.

  • “Imposto oculto”: crime organizado causa prejuízo de até R$ 1,3 trilhão no Brasil

O gerente do IBGE para a apuração do IPCA, Fernando Gonçalves, afirma que a gasolina tem um peso significativo de 5,07% na composição do índice, enquanto que a energia elétrica compreende 4,16%. São os subitens com as maiores participações nas despesas das famílias.

“Na energia elétrica a queda veio, principalmente, por conta da mudança na bandeira tarifária de amarela (em dezembro) para verde (em janeiro). Na gasolina houve reajuste no ICMS a partir de 1º de janeiro, impactando o preço final para o consumidor”, pontuou citando que o grupo de Habitação caiu 0,11%, influenciado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial com a troca da bandeira tarifária.

Outro grupo que costuma pressionar a inflação é o de Alimentação e bebidas, que mostrou uma desaceleração passando de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. A alimentação no domicílio subiu apenas 0,1% influenciada pela queda de itens básicos como o leite longa vida, que recuou 5,59%, e o ovo de galinha, com queda de 4,48%.

Em contrapartida, alguns alimentos continuaram pressionando os preços, como o tomate, que disparou 20,52%, e as carnes, com alta de 0,84%, especialmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio também desacelerou, com alta de 0,55%, abaixo dos 0,60% registrados no mês anterior.

Fernando Gonçalves destaca que Alimentação e bebidas é o grupo de maior peso no IPCA, representando 21,42% das despesas das famílias brasileiras.

“Isso significa que pouco mais de 1/5 das despesas das famílias é com alimentação, especialmente em casa”, afirmou.

Artigos mais recentes

BC vai rever regras do FGC e propor recomposição após Master consumir R$ 50 bi

O Banco Central vai revisar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após...

Brasil quase virou produtor de carne de coelho mas fracassou

Nas décadas de 1970 e 1980, em meio a uma busca nacional por proteínas...

Como a nova tarifa da China sobre carne pode impactar o Brasil

Após encerrar 2025 com recorde nas exportações, superando o período do tarifaço americano, o...

a armadilha da esquerda no poder

Ao longo dos últimos 30 anos, Portugal tem experimentado um paradoxo econômico persistente, assinalado...

Mais como este

BC vai rever regras do FGC e propor recomposição após Master consumir R$ 50 bi

O Banco Central vai revisar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após...

Brasil quase virou produtor de carne de coelho mas fracassou

Nas décadas de 1970 e 1980, em meio a uma busca nacional por proteínas...

Como a nova tarifa da China sobre carne pode impactar o Brasil

Após encerrar 2025 com recorde nas exportações, superando o período do tarifaço americano, o...