O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta terça-feira (3) que o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi adiado para o próximo dia 19, depois do Carnaval. A oitiva estava marcada para esta quinta (5).
A comissão deve ouvir o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, na data que estava reservada para Vorcaro. A mudança ocorreu após a defesa alegar que o banqueiro está com problemas de saúde.
Viana disse que os advogados não especificaram qual seria o impedimento, mas garantiram que Vorcaro pretende comparecer de forma voluntária, sem recorrer a um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a oitiva.
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O senador detalhou que conversou pessoalmente com o ministro Dias Toffoli, que concordou em liberar o deslocamento de Vorcaro de Belo Horizonte para Brasília, visto que o empresário cumpre medidas cautelares.
Viana declarou que, embora o clima atual seja de cooperação, a comissão não hesitará em utilizar a condução coercitiva caso o acordo seja rompido.
O senador também informou que Toffoli “se comprometeu” a liberar as informações das quebras de sigilos de Vorcaro que foram retirados da CPMI, assim que a Polícia Federal concluir a compilação dos dados, o que deve ocorrer em um prazo de duas a três semanas.
Paralelamente, Viana expressou insatisfação com a decisão do ministro André Mendonça, que manteve o caráter voluntário do depoimento do empresário Maurício Camisotti.
“Infelizmente, o Supremo entendeu que ele não é obrigado a vir, está preso. O habeas corpus para quem está envolvido em questões do INSS e tem colaborações a dar é motivo de crítica e insatisfação da nossa parte”, destacou.
O senador considera Camisotti um nome fundamental para o esclarecimento do esquema e afirmou que a Advocacia do Senado buscará novos recursos jurídicos para garantir sua presença obrigatória na comissão.

